22 novembro, 2010

Os amigos não estavam lá por ele


O país inteiro está chocado após a divulgação das imagens da câmera de segurança que captou o momento exato da agressão contra um jovem gay ocorrida na Avenida Paulista no último dia 15, praticada por outros também jovens com clara falta de ocupação, pais omissos e fortes tendências à homossexualidade enrustida (me desculpem, mas todos aqueles que optam pela agressão a homossexuais de forma gratuita tem SIM um pezinho no lado GLS, mas que teimam em esconder).

As cenas são realmente aterradoras e revoltantes, mas outra coisa chamou minha atenção, e que para mim é igualmente revoltante: a insensibilidade dos dois amigos que acompanhavam o jovem agredido covardemente. Vendo o amigo ser espancado, eles apenas continuam andando, ignorando o amigo que precisava de socorro. E no vídeo vemos eles parando e observando, como se o que estava acontecendo fosse algo corriqueiro, sem qualquer gravidade. Lá parados pareciam estar pensando "Não é com a gente mesmo... Quando terminarem, arrastamos o corpo para o metrô". Nem ao menos esboçam preocupação em buscar ajuda, ligar para a polícia, ou até mesmo partir para a briga em defesa do pobre coitado. Simplesmente ignoraram o fato de que eles também poderiam ter sido escolhidos pelos agressores, e que se isso acontecesse, eles torceriam para que seus amigos os ajudassem.

Por mais que o momento fosse de total perplexidade e espanto com a agressão gratuita, o mínimo que se espera seja o apoio dos amigos em situações adversas. Afinal, amigos são aqueles que estarão sempre ao seu lado, não importa o quão grave seja o momento. E naquelas imagens o que vi foram dois covardes que são tão culpados quanto os agressores. Omissão é um grande erro. E a omissão quando um amigo necessita de ajuda é um erro maior ainda, sem espaço para justificativas.

9 comentários:

Davy Guilherme disse...

hoje estavamos discutindo exatamente isso no café da manhã.

cruela veneno da silva disse...

1 - concordo, homofobia = quero dar meia hora de bunda.

2 - pensei exatamente a mesma coisa que você... se nego é fraquinho e não aguenta uma bifa grita né? pq gritar todo mundo sabe e pode.

Eduardo disse...

Aqueles dois coitados ficaram sem ação diante de uma situação tão brutal e irracional, ficaram sem saber o que fazer. Dizer que eles são tão culpados quanto os agressores é uma tremenda babaquice de sua parte, queria ver você diante de algo aterrorizante se comportando como um heroizinho de cinema.
Esse seu textinho é muito revelador a respeito de sua personalidade, um idiota imaturo incapaz de perceber a complexidade das emoções humanas.
Acredito que este comentário não passará pela moderação, uma atitude típica de um idiota imaturo que se acha dono da verdade.

Anônimo disse...

Aqueles dois coitados ficaram sem ação diante de uma situação tão brutal e irracional, ficaram sem saber o que fazer. Dizer que eles são tão culpados quanto os agressores é uma tremenda babaquice de sua parte, queria ver você diante de algo aterrorizante se comportando como um heroizinho de cinema.
Esse seu textinho é muito revelador a respeito de sua personalidade, um idiota imaturo incapaz de perceber a complexidade das emoções humanas.
Acredito que este comentário não passará pela moderação, uma atitude típica de um idiota imaturo que se acha dono da verdade.

Anônimo disse...

Bom Eduardo acredito que seu comentário foi muito infeliz, por que acredito que vocês ainda está fazendo algo pior que os amigos do Mocinho está julgando uma pessoa sem a conhecer e se há conhece,acredito que não deve saber nada da vida dele.... mais por um lado sou obrigado a concordar com você afinal só saberemos como reagir se passarmos pela mesmo situação que ele. e eu ainda acredito que o Thiago pensa da mesma forma que eu .






Abraços Tom

Emerson Lisboa disse...

Conheço bem o Thiago e acredito que ele iria defender qualquer pessoa que ele tenha consideração. Apesar de não concordar com a atitude dos garotos, não dá para condená-los. Estamos sendo cada vez mais adestrados para não reagir aos atos de violência, com a pretensa ou sincera argumentação de que, assim, evitamos uma tragédia maior. Porém, até que ponto devemos não reagir, aguentar calados, etc? O direito à defesa é legítimo em casos como esse. Mas a coação psicológica, os sentimentos de medo e insegurança sejam maiores.

Eduardo disse...

Thiago, desculpe os excessos do meu comentário, fui muito agressivo e perdi a razão.

Igo Araujo disse...

Não sei se os três eram homossexuais ou não, mas numa perspectiva geral, gays dificilmente revidam as agressões que sofrerem, raramente se defendem. Talvez não tenham a mesma índole violenta que o restante das pessoas, ou se acostumaram com a idéia de que "devem mesmo ser agredidos e aceitar calados". Mas podemos culpá-los? Até pouco tempo atrás, "bater em bicha" era quase um esporte, a polícia não ligava para isso, não procurava os responsáveis, não prendia ninguém. Ainda hoje, há uma luta política para instituir a homofobia como crime. O engajamento dos homossexuais pára aí, na política, no ideológico. Se defender de socos e chutes é um outro nível de luta, para o qual ninguém os preparou.

abçs

K. disse...

há situações em que o cérebro trava
isso é um fato.

eu acho sempre muito difícil entender o ser humano e suas reações

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