2011 está sendo lucrativo para Hollywood. Após Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2 alcançar seu primeiro bilhão, Transformers - O Lado Oculto da Lua é o mais novo filme a ingressar na lista de bilheterias bilionárias. (continue lendo…)
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09 agosto, 2011
‘Transformers - O Lado Oculto da Lua’ ultrapassa US$ 1 bilhão
2011 está sendo lucrativo para Hollywood. Após Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2 alcançar seu primeiro bilhão, Transformers - O Lado Oculto da Lua é o mais novo filme a ingressar na lista de bilheterias bilionárias. (continue lendo…)
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08 agosto, 2011
O primeiro bilhão de ‘Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2’
Como num passe de mágica Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2 já arrecadou US$ 1 bilhão ao redor do mundo desde sua estreia nos cinemas. É o primeiro filme da franquia do bruxo de Hogwarts a alcançar essa marca. (continue lendo…)
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23 julho, 2011
VMA 2011
A MTV americana divulgou a lista dos indicados ao Video Music Awards 2011. A premiação, que acontecerá dia 28 de agosto em Los Angeles, completa 27 anos e já se firmou como um dos eventos mais importantes da cena pop mundial. (continue lendo…)
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21 julho, 2011
A última taça de vinho dos Walkers
Acabou. O Universal Channel exibiu ontem (20) o último episódio da série americana "Brothers & Sisters".
Foram 5 temporadas, mais de 100 episódios, e muito, mas muito chororô. Durante as 5 temporadas acompanhamos de perto os dramas, as alegrias e as tragédias dos Walkers, uma rica e conturbada família moradora da ensolarada Pasadena, que ao longo dos anos dividiram seus segredos e suas dores com milhões de espectadores ao redor do mundo.
Criada por Jon Robin Baitz e exibida originalmente pela emissora ABC desde setembro de 2006, "Brothers & Sisters" foi um verdadeiro dramalhão, levantando em cada episódio assuntos como política, homossexualidade, drogas e, claro, relações familiares. E tudo da melhor forma Walker de ser, regado a muito vinho.
Prestigiada pela crítica, "Brothers & Sisters" acumulou 40 indicações em diversas premiações, incluindo Golden Globe e Emmy, e ganhou 10, dos quais 4 foram de melhor atriz para Sally Field como Nora Walker. Com tantos números fica fácil dizer que essa foi uma das melhores séries da TV americana.
Mas como nem tudo são flores em Hollywood, a partir da quarta temporada a série começou a perder um pouco do seu brilho inicial, dando sinais de enfraquecimento. O sinal amarelo acendeu quando Balthazar Getty (Tommy Walker) anunciou sua saída do elenco fixo após desentendimentos com os companheiros de cena. Mais tarde veio a saída de Rob Lowe, descontente com a pouca relevância de seu personagem Robert McCallister.
Com tantos desgastes e rumos equivocados tomados pelos roteiristas a série teve uma inevitável queda de audiência. E com os executivos da ABC descontentes o destino da família Walker foi selado e o cancelamento da série anunciado. Em 13 de maio deste ano "Brothers & Sisters" era exibido pela última vez nos Estados Unidos.
Mas nós fãs continuaremos com os Walkers na cabeça. Será impossível esquecer as brigas, as confusões, os jantares, os choros e as alegrias. Porque assim é família, perdoamos os erros e guardamos para sempre no coração as boas lembranças.
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25 abril, 2011
Quem tem medo da Patty Hewes?
A novela acabou! "Damages", uma das séries mais prestigiadas do mundo, voltará à TV americana em julho após meses de impasses entre as produtoras. Finalmente Patty Hewes e Ellen Parsons terão mais duas temporadas de vida, para o deleite de milhões de fãs que passaram os últimos meses apreensivos com a notícia do cancelamento da série pelo canal pago americano FX. Pelo novo acordo firmado a DirecTV passará a ter os direitos de produção das novas temporadas e exibição das três anteriores.
Durante três temporadas "Damages" surpreendeu a todos com seu roteiro brilhante e engenhoso de tirar o fôlego e elenco de primeira linha. Também não seria para menos, com Glenn Close numa atuação perfeita como Patricia Hewes, a mais poderosa e respeitada advogada dos Estados Unidos, que fez fama e fortuna vencendo seus casos das formas mais obscuras possíveis, não respeitando ética, moral ou leis. Para Patty o fim sempre justifica os meios, não importando quais danos cause pelo caminho. A perfeição com que Glenn Close dá vida à protagonista já lhe rendeu 13 indicações de melhor atriz, das quais ganhou 3. Quem já sentiu frio na espinha apenas com aquele olhar frio e penetrante sabe que essas indicações foram mais do que merecidas.
Sempre baseando suas histórias em acontecimentos ou pessoas reais, apenas adicionando os elementos ficcionais necessários para dar a característica já conhecida da série, "Damages" teve em sua eletrizante primeira temporada (iniciada em 2007) a guerra travada entre Patty Hewes e um empresário que levou à falência sua companhia roubando o dinheiro dos acionistas. Nessa temporada conhecemos Ellen Parsons, uma jovem recém-formada na faculdade de Direito que, após ser contratada para o emprego dos seus sonhos, passa a conhecer o mundo de Patty Hewes e seus métodos de trabalho escusos e pouco republicanos.
Para a segunda temporada Patty voltou ainda mais fria para lutar contra uma indústria química que causou danos ao meio ambiente. Até agora essa é a melhor temporada da série, com Glenn Close ainda mais assustadora e cenas de fazer você não querer desgrudar os olhos da TV por um minuto sequer. E é na segunda temporada que Ellen passa da ingênua recém-saída da faculdade para uma verdadeira funcionária de Patty Hewes.
A terceira temporada, a menos empolgante, mas não pior, teve como foco a maior fraude corporativa da história americana. E coube a Patty a recuperação do dinheiro, da forma que só ela sabe fazer, claro.
Para a quarta temporada, que terá 10 episódios, os criadores e produtores da série Daniel Zelman, Glenn Kessler e Todd Kessler anunciaram que Patty brigará contra uma companhia de segurança contratada pelo Governo para atuar no Iraque.
Com esse tema explosivo tudo indica que a volta de "Damages" não deixará nada a desejar. Prenda a respiração e espere por mais intrigas e jogadas de mestre de Patricia Hewes.
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11 abril, 2011
A cultura brasileira muito além do samba e Carnaval
Sempre fizeram questão de mostrar o Brasil como sendo um país de samba e Carnaval. Quando o assunto é música, sempre falam do samba. Quando o assunto é festa, sempre falam do Carnaval. É como se o Brasil fosse um país pobre culturalmente, incapaz de produzir qualquer outra coisa que não seja samba e Carnaval. Mas o programa "Almanaque Brasil" veio para mostrar o quanto nosso país é rico culturalmente, com diversas faces, cores e sons, indo muito além da Sapucaí.
Fruto da parceria entre a produtora Andreato, TV Brasil e Fundação Padre Anchieta (mantenedora da TV Cultura), o "Almanaque Brasil", apresentado pela cantora Luciana Mello, nos traz de forma descontraída e divertida um pouco da história do nosso país, as personalidades de grande importância para a cena cultural nacional e curiosidades da nossa cultura popular, nos ensinando que somos multiculturais e ricos.
"Almanaque Brasil" vai ao ar na TV Brasil aos sábados, às 19h (reprise nas segundas, às 20h), e na TV Cultura aos domingos, às 14h30 (reprise aos sábados, às 15h30).
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20 março, 2011
Uma mulher na presidência. Dos Estados Unidos
Todo esse circo em torno da vinda ao Brasil do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, me fez lembrar uma das séries de maior prestígio da TV americana, "Commander in Chief", exibida pela rede de TV aberta ABC entre 2005 e 2006.
Criada por Rod Lurie e estrelada por Geena Davis, "Commander in Chief" nos leva para conhecer a vida de Mackenzie Allen, uma promissora congressista independente do Estado de Connecticut e reitora da University of Richmond que fora escolhida pelo candidato do Partido Republicano Theodore Roosevelt a assumir o cargo de Vice-Presidente. Com a morte de Theodore provocada por um aneurisma Mackenzie ascende à presidência, tornando-se a primeira mulher a comandar a nação mais poderosa do planeta.
Os desafios de Mackenzie mostram-se maiores do que o imaginado quando ela se vê em meio a guerra pelo poder entre Republicanos e Democratas, e tendo que lidar com a descrença na sua capacidade de liderança por ser mulher e não ter partido. É o momento em que ela precisa impor seus ideais liberais de ex-congressista independente e mostrar que sua visão feminina e humana é o bastante para lidar com as questões do poder como "líder do mundo livre".
Não bastando os problemas da presidência, Mackenzie ainda precisa conciliar a vida pública com a particular. Como ser mãe e esposa ao mesmo tempo em que resolve um caso de terrorismo ou uma crise diplomática? Como lidar com o marido que não aceita o fato da esposa ser mais bem-sucedida do que ele? O que fazer com filhos problemáticos que perderam a presença materna?
Com ótimo roteiro e atuações primorosas, "Commander in Chief" teve tudo para ser um grande sucesso. As 14 indicações mais o Globo de Ouro de melhor performance recebido por Geena Davis mostram isso. Mas as premiações e elogios da crítica e do público não foram o suficiente para acabar com os desentendimentos entre a equipe e a emissora, levando ao cancelamento da série logo em sua primeira temporada.
Para sanar algumas questões não explicadas ao longo dos 18 episódios e dar uma nova visão à história, a ABC anunciou em 2006 que a série viraria filme, porém, os desentendimentos do criador, Rod Lurie, com a emissora também enterraram mais esse outro projeto.
Aos fãs de "Commander in Chief" resta apenas apreciar essa ótima produção com o box especial que inclui, além dos 18 episódios completos, extras bem esclarecedores sobre a produção e os motivos que levaram ao cancelamento da série. Àqueles que gostam de histórias sobre política e poder, fica aí uma ótima dica.
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21 fevereiro, 2011
Jeffrey Wigand, o homem que sabia demais
A indústria do tabaco sempre esteve entre as maiores e mais poderosas do planeta. Com investimentos pesados em publicidade (implícita e explícita) e pesquisas para o desenvolvimento de novos meios de aumentar o poder de vício do tabaco, eles foram se enraizando em Governos, criando fortes lobbies para defender seus interesses, e recrutando os mais caros advogados para se defender das acusações que brotam mundo afora.
Uma das maiores demonstrações de força dessa indústria aconteceu em 1996, quando Jeffrey Wigand, um ex-executivo da Brown & Williamson, uma das maiores companhias do setor na época (sendo incorporada pela R.J. Reynolds em 2004) resolveu contar tudo o que sabia numa entrevista para o renomado "60 Minutes", programa da rede americana CBS News. Contrariando interesses corporativos, tanto da indústria do tabaco quanto da própria emissora, essa entrevista desencadeou um dos casos mais constrangedores da imprensa americana, provocando um terrível mal-estar no meio jornalístico.
Já para a indústria do tabaco a entrevista de Jeffrey Wigand causou um golpe muito maior. Com a população em choque pelas declarações do ex-executivo de que eram adicionados aditivos químicos ao tabaco para que o efeito da droga fosse potencializado, aumentando as chances do usuário se tornar dependente, uma avalanche de processos caiu sobre as corporações, ultrapassando os US$ 360 bilhões em indenizações.
"O Informante" ("The Insider", 1999), filme que teve seu roteiro baseado no artigo "The Man Who Knew Too Much", de Marie Brenner, originalmente publicado na revista Vanity Fair (leia aqui, em inglês), mostra como foi o desenrolar dessa história que marcou o povo americano pela arrogância e ganância da indústria do tabaco, e pela censura dentro de uma das maiores corporações de mídia daquele país.
Na direção o filme conta com Michael Mann, que tem em seu currículo "O Último dos Moicanos" e, mais recentemente, "Inimigos Públicos". Russell Crowe, mais gordo e envelhecido, como Jeffrey Wigand, papel que lhe rendeu indicações ao Oscar, Golden Globe e BAFTA de melhor ator, e Al Pacino como o produtor do "60 Minutes", Lowell Bergman.
A bagagem de "O Informante" conta ainda com mais seis indicações ao Oscar nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor montagem e melhor som. Já no Golden Globe ele teve garantida as indicações para melhor filme drama, melhor diretor, melhor roteiro e melhor trilha sonora original.
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17 fevereiro, 2011
Sangue para começar bem o dia
São 6h da manhã. Você acorda para o trabalho naquele clima de preguiça e sono tão característicos da vida moderna. Enquanto se arruma e saboreia um delicioso café-da-manhã para carregar suas energias para aguentar o dia que começa, você liga a TV para saber das notícias do dia anterior que não teve tempo de prestar atenção, e para saber como está o trânsito que o espera no longo caminho até o trabalho. Zapeando pelos canais em busca de algo informativo você só encontra desenhos, Telecurso, programas de igrejas evangélicas, até que... finalmente! Você sintoniza no "São Paulo no Ar", o jornalístico matinal da TV Record transmitido para a Grande São Paulo. Então você pensa "Ufa! Finalmente poderei me informar um pouco nessa manhã gostosa". Ledo engano, meu caro. O "São Paulo no Ar" é a versão matinal do odioso "Brasil Urgente" (Band). Sua pauta é baseada em assassinatos, roubos, acidentes com automóveis e sequestros. É uma imensidão de desgraças apresentadas por William Travassos, no mais puro estilo Datena de ser.
Optar por um "mundo-cão matinal" não é exclusividade da TV Record. A Band tem em sua grade das manhãs o "Primeiro Jornal", apresentado por Luciano Faccioli, (ex-TV Record), que segue à risca a cartilha do sangue no café-da-manhã. E não é mera coincidência o apresentador também ter o puro estilo Datena de ser.
As únicas emissoras que fogem desse formato são a TV Globo, com seu aconchegante "Bom Dia Brasil", apresentado por Renato Machado e Renata Vasconcellos, e o SBT, com o "Jornal do SBT Manhã", uma espécie de clone matinal do "SBT Brasil", apresentado por Hermano Henning e Analice Nicolau. Desses dois o destaque maior fica com o "Bom Dia Brasil", que tem como formato um gostoso bate-papo entre os apresentadores, comentaristas e convidados. As matérias são leves, informativas e são apresentadas de forma agradável, sem os excessos que vemos no "São Paulo no Ar". E ainda assim conquista bons números de audiência.
O chamado "mundo-cão" sempre dominou a TV aberta brasileira. Durante anos esse formato jornalístico com claro apelo popularesco foi a carta na manga das emissoras para alavancar a audiência a qualquer custo. Com os números crescentes vieram também as críticas e protestos devido a qualidade duvidosa do conteúdo veiculado nesses programas, causando a debandada de patrocinadores, o que levou o formato à decadência, com algumas emissoras aposentando seus programas, ou repensando seu conteúdo. Já outras, não satisfeitas apenas com seus jornalísticos vespertinos, resolveram levar para as manhãs esse jornalismo de quinta categoria que em nada acrescenta à TV aberta. É aquela velha história de que colocar qualquer coisa no ar é um caminho mais fácil e mais rápido do que pensar em algo melhor. E depois não entendem porque o SBT consegue tanta audiência apenas colocando "Chaves" às 6h da manhã...
05 fevereiro, 2011
Como escrever uma novela
Passo 1: personagens
A novela deverá ser dividida em núcleos: "cômico", "pobre", "rico" e "romântico". Personagens pobres raramente interagem com os personagens ricos, salvo algumas situações. A interação entre pobres e ricos só é mais bem aceita dentro do núcleo "cômico" ou "romântico" (o mocinho e mocinha deverão sempre ser de classes sociais diferentes).
Os personagens do núcleo "cômico" deverão ser sempre caricatos e espalhafatosos. Não esqueça de incluir também personagens polêmicos: a puta do bairro, o viadinho afetado (esse deverá sempre fazer parte do núcleo "cômico"), etc.
E nunca, jamais, em hipótese alguma, esqueça de definir os mocinhos e os vilões, sendo os vilões sempre do núcleo "rico" e o mais caricato possível.
Lembre-se de que os personagens do núcleo "rico" NUNCA trabalham.
Passo 2: local das histórias
As histórias devem se desenrolar em torno de empresas ou cidades interioranas fictícias (se envolver uma empresa numa cidade interiorana melhor ainda). A história principal deve, obrigatoriamente, envolver o núcleo "rico" e "romântico". Qualquer coisa fora desse eixo é pouco aceito pelo público.
Não importa se o personagem é do núcleo "pobre" ou "rico", ele deve sempre morar em casas grandiosas e bonitas.
Passo 3: brigas e intrigas
Se sua novela não tiver brigas entre mulheres por causa de homem ou intrigas amorosas ela dificilmente fará sucesso.
É recomendado ter brigas por poder dentro do núcleo "rico". Caso sua história envolva uma empresa é obrigatório que as brigas sejam de personagens querendo o controle dela.
Passo 4: "merchandising"
Uma coisa muito em voga hoje em dia é o "merchandising", que é a odiosa forma de vender um produto do jeito mais tosco e ridículo possível: no meio da novela, fazendo os personagens pararem tudo o que estão fazendo para falar dos benefícios de determinado produto.
A grande moda do momento é incluir também o chamado "merchandising social", que é a forma que as emissoras arrumaram para tratar de assuntos polêmicos ou delicados, sempre didaticamente, como se o público fosse eternamente imbecil e incapaz de raciocinar sozinho.
Passo 5: enchendo linguiça
A novela deverá ter até 2 festas por mês, no núcleo "pobre" ou "rico". É recomendado que cada festa demore pelo menos 4 capítulos, dando assim a oportunidade de você disfarçar a falta de ideias para continuar a história.
Outra tática muito em voga no momento é encher metade do capítulo com cenas aéreas mostrando as paisagens, ou colocar os personagens do núcleo "romântico" em cenas em que ficam por vários e intermináveis minutos pensando na pessoa amada (recomenda-se essas cenas para momentos de choro).
Passo 6: diálogos enfadonhos
Tendo em mente que seu público é um pouco preguiçoso coloque os personagens explicando ao máximo possível o que está acontecendo na história. Quanto mais explicadinho mais o público será receptivo.
Não poupe conversa fiada. Quanto mais os diálogos entre os personagens forem cheios de frivolidades, inutilidades e papo meia-boca menos trabalho você terá para pensar no que escrever para o resto do roteiro.
Passo 7: morte do vilão
Não importando qual rumo a história leve, você deverá escolher 2 possíveis fins para o vilão: morrer (em um acidente ou assassinado) ou fugir para a Europa.
Passo 8: casamentos e finais felizes
Todos os núcleos deverão ter casamentos. Essa é uma regra mais do que obrigatória, não esquecendo que o casamento principal é o do núcleo "romântico", do mocinho com a mocinha. Esse casamento deverá sempre encerrar o último capítulo.
Nenhum personagem de nenhum núcleo (exceto os vilões) deverá ficar sem um final feliz.
Pronto, seguindo essas dicas você estará no caminho certo para escrever a próxima novela das 8.
A novela deverá ser dividida em núcleos: "cômico", "pobre", "rico" e "romântico". Personagens pobres raramente interagem com os personagens ricos, salvo algumas situações. A interação entre pobres e ricos só é mais bem aceita dentro do núcleo "cômico" ou "romântico" (o mocinho e mocinha deverão sempre ser de classes sociais diferentes).
Os personagens do núcleo "cômico" deverão ser sempre caricatos e espalhafatosos. Não esqueça de incluir também personagens polêmicos: a puta do bairro, o viadinho afetado (esse deverá sempre fazer parte do núcleo "cômico"), etc.
E nunca, jamais, em hipótese alguma, esqueça de definir os mocinhos e os vilões, sendo os vilões sempre do núcleo "rico" e o mais caricato possível.
Lembre-se de que os personagens do núcleo "rico" NUNCA trabalham.
Passo 2: local das histórias
As histórias devem se desenrolar em torno de empresas ou cidades interioranas fictícias (se envolver uma empresa numa cidade interiorana melhor ainda). A história principal deve, obrigatoriamente, envolver o núcleo "rico" e "romântico". Qualquer coisa fora desse eixo é pouco aceito pelo público.
Não importa se o personagem é do núcleo "pobre" ou "rico", ele deve sempre morar em casas grandiosas e bonitas.
Passo 3: brigas e intrigas
Se sua novela não tiver brigas entre mulheres por causa de homem ou intrigas amorosas ela dificilmente fará sucesso.
É recomendado ter brigas por poder dentro do núcleo "rico". Caso sua história envolva uma empresa é obrigatório que as brigas sejam de personagens querendo o controle dela.
Passo 4: "merchandising"
Uma coisa muito em voga hoje em dia é o "merchandising", que é a odiosa forma de vender um produto do jeito mais tosco e ridículo possível: no meio da novela, fazendo os personagens pararem tudo o que estão fazendo para falar dos benefícios de determinado produto.
A grande moda do momento é incluir também o chamado "merchandising social", que é a forma que as emissoras arrumaram para tratar de assuntos polêmicos ou delicados, sempre didaticamente, como se o público fosse eternamente imbecil e incapaz de raciocinar sozinho.
Passo 5: enchendo linguiça
A novela deverá ter até 2 festas por mês, no núcleo "pobre" ou "rico". É recomendado que cada festa demore pelo menos 4 capítulos, dando assim a oportunidade de você disfarçar a falta de ideias para continuar a história.
Outra tática muito em voga no momento é encher metade do capítulo com cenas aéreas mostrando as paisagens, ou colocar os personagens do núcleo "romântico" em cenas em que ficam por vários e intermináveis minutos pensando na pessoa amada (recomenda-se essas cenas para momentos de choro).
Passo 6: diálogos enfadonhos
Tendo em mente que seu público é um pouco preguiçoso coloque os personagens explicando ao máximo possível o que está acontecendo na história. Quanto mais explicadinho mais o público será receptivo.
Não poupe conversa fiada. Quanto mais os diálogos entre os personagens forem cheios de frivolidades, inutilidades e papo meia-boca menos trabalho você terá para pensar no que escrever para o resto do roteiro.
Passo 7: morte do vilão
Não importando qual rumo a história leve, você deverá escolher 2 possíveis fins para o vilão: morrer (em um acidente ou assassinado) ou fugir para a Europa.
Passo 8: casamentos e finais felizes
Todos os núcleos deverão ter casamentos. Essa é uma regra mais do que obrigatória, não esquecendo que o casamento principal é o do núcleo "romântico", do mocinho com a mocinha. Esse casamento deverá sempre encerrar o último capítulo.
Nenhum personagem de nenhum núcleo (exceto os vilões) deverá ficar sem um final feliz.
Pronto, seguindo essas dicas você estará no caminho certo para escrever a próxima novela das 8.
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25 janeiro, 2011
Tranque as portas do guarda-roupa!
Quem nunca teve medo do Bicho-Papão que durma primeiro com a luz apagada.
"Boogeyman" (intitulado "O Pesadelo" aqui no Brasil) foi lançado em 2005 e teve na produção Sam Raimi, o diretor de "Homem-Aranha" e produtor da versão hollywoodiana de "O Grito". O filme conta a história de Timmy Jensen, um jovem que é atormentado desde a infância pelas histórias do Bicho-Papão (Boogeyman, em inglês).
Quando ainda com 8 anos, Timmy presencia a morte de seu pai, um adulto incrédulo com a existência do monstro que aterroriza criancinhas ao redor do mundo há gerações. 15 anos depois, Timmy, um adulto traumatizado pelo acontecimento, se vê de volta ao passado dos guarda-roupas tenebrosos quando sua mãe morre e ele precisa retornar a sua antiga casa (o retorno ao antigo imóvel mal-assombrado parece ser um ponto comum em todos os filmes de terror).
O filme tem todos os ingredientes de um verdadeiro besteirol para adolescentes, mas que consegue, até certa altura, agradar aqueles que gostam do gênero de terror. A história, no geral, é interessante, chegando a ser até um tanto original, mas que não se sustenta até o fim. Assim como eu, talvez você terminará de assistir se perguntando "Mas... porque ele vai atrás das pessoas?!", "De onde ele vem?!", "Por que ele existe?!". Quando o filme acaba deixando mais perguntas do que certezas, algo tem de errado. Sinto que, ao escrever o roteiro de "Boogeyman", eles se apoiaram somente na interessante ideia de um monstro do imaginário infantil, deixando de lado a parte de desenvolver um enredo igualmente original. O que faltou de conteúdo, sobrou de sustos e cenas previsíveis. Um dos poucos trunfos de "Boogeyman" fica mesmo com as belas cenas, coisa rara em filmes do gênero.
Mas parece que nada impediu o sucesso do filme mundo afora. E os milhões de dólares arrecadados serviram de inspiração para duas outras continuações, lançadas em 2008 e 2009. A julgar pelo original, não acredito que as sequências tragam coisas melhores.
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10 janeiro, 2011
Salvem o Belas Artes!
Por quase 70 anos o Cine Belas Artes foi o ponto de encontro de gerações, trazendo o prazer de assistir um bom filme. Os amantes do cinema de qualidade lá encontraram um oásis em meio a profusão de salas multiplex com seus combos e "blockbusters".
Pois agora, já tendo se tornado um ícone da cultura paulistana, o Cine Belas Artes sofre seu pior ataque. O atual proprietário do imóvel, demonstrando absurda falta de visão cultural e social, anunciou que pretende construir uma loja no local do cinema.
O protesto marcado para o próximo sábado (15), às 5h da tarde, mostrará nossa indignação com a falta de políticas públicas que protejam bens culturais e contra empresários sem visão que não são capazes de ver na cultura uma fonte de elevação social e enriquecimento para a cidade e seu povo.
Leve seu apito, sua panela, ou apenas sua vontade. Vamos fazer barulho e salvar esse que é um dos resquícios que conseguiram guardar o pouco da nossa cultura de qualidade.
Local: Cine Belas Artes (Rua da Consolação, 2423)
Hora: 8h da noite
Pois agora, já tendo se tornado um ícone da cultura paulistana, o Cine Belas Artes sofre seu pior ataque. O atual proprietário do imóvel, demonstrando absurda falta de visão cultural e social, anunciou que pretende construir uma loja no local do cinema.
O protesto marcado para o próximo sábado (15), às 5h da tarde, mostrará nossa indignação com a falta de políticas públicas que protejam bens culturais e contra empresários sem visão que não são capazes de ver na cultura uma fonte de elevação social e enriquecimento para a cidade e seu povo.
Leve seu apito, sua panela, ou apenas sua vontade. Vamos fazer barulho e salvar esse que é um dos resquícios que conseguiram guardar o pouco da nossa cultura de qualidade.
Local: Cine Belas Artes (Rua da Consolação, 2423)
Hora: 8h da noite
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30 novembro, 2010
O fim do sonho americano
Os Estados Unidos travam uma grande batalha contra seus mais de 11 milhões de imigrantes ilegais. São pessoas que escolheram a casa do Tio Sam em busca do "sonho americano", das grandes oportunidades, levando em suas malas diferentes culturas, crenças e costumes. Como lidar com todas essas diferenças no país que deixou de ser a terra da liberdade para virar um hospício xenófobo?
Os atentados de 11 de setembro afloraram ainda mais a paranóia americana contra tudo o que não se encaixa nos valores estabelecidos pelo "jeito americano de viver". Pensamentos, atitudes e costumes árabes deixaram de ser vistos com os olhos da razão para serem tratados subjetivamente como ameaça à segurança nacional. Seria essa a atitude do país que se autodenomina o "líder do mundo livre"?
E o que dizer daqueles que sonham em se tornar cidadãos americanos, mas que ainda cultivam crenças medievais que vão contra as crenças americanas?
O filme "Território Restrito" ("Crossing Over"), dirigido por Wayne Kramer, mostra um pouco dos grandes problemas da imigração ilegal nos Estados Unidos, e como Governo e população lidam com esse assunto. Com inúmeros personagens representando diferentes nacionalidades, cada um com seu motivo para a busca do "sonho americano", o filme tem Harrison Ford como o agente do departamento de imigração, e Alice Braga, sobrinha de Sônia Braga, numa pequena aparição, mas interpretando o personagem com maior relevância na história.
Ao assistirem "Território Restrito" muitos lembrarão de filmes como "Babel" e "Crash", também baseados em diversos personagens interligados pelo mesmo tema. Mas não por isso deixa de ser um bom filme, seja pelos atores, ou pela história, que para alguns é cansativa, mas que para outros é esclarecedora. O que conta aqui é saber um pouco mais sobre como os americanos lidam com o "diferente" e o que vale a pena fazer para conquistar o tão sonhado Green Card.
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27 novembro, 2010
Chega de Casseta!
Depois de quase 20 anos sairá do ar um dos programas mais longos, entediantes e sem graça da TV brasileira. Estou falando do totalmente dispensável "Casseta & Planeta" (TV Globo), que teve seu fim anunciado ontem (26) pela emissora carioca.
A TV Globo afirma que a descontinuação de um de seus principais programas não foi uma decisão de sua diretoria. "É uma decisão dos humoristas", disse ela. Mas se olharmos com um pouco mais de atenção veremos que tudo indicava que "Casseta & Planeta" não merecia mais fazer parte do horário nobre da TV aberta. A começar pela qualidade. Há muito se sabe que os cassetas causam mais bocejos do que risadas. Suas piadas ficaram velhas e os quadros e paródias das novelas da emissora eram mais do que previsíveis. Não houve novidades, transgressões, preocupação em se reinventar ou em fazer experimentações. A trupe entrou numa zona de conforto profunda e sem volta. O resultado foi uma audiência estagnada e insatisfeita, chegando a amargar míseros 20 pontos de média, considerado insatisfatório para o horário nobre, e humilhante para os humoristas, levando-se em conta as médias conquistadas pelo programa em anos anteriores.
Dizem que o humor na TV aberta precisa ser escrachado, estereotipado, sem qualquer preocupação com a boa produção e o bom roteiro (aqui podemos lembrar de programas como "Toma Lá Dá Cá", "Sai de Baixo", "A Diarista", entre outros) para atingir o cidadão comum. Mas o que vimos nos últimos anos foi caindo por terra a teoria do telespectador que aceita qualquer coisa que lhe ofereçam. Cada vez mais os telespectadores buscam programas de humor esperando mais do que um homem vestido de mulher em situações absurdas, personagens estereotipados sem qualquer propósito, ou frases de efeito repetidas programa após programa. Com o advento da Internet e da TV por assinatura com suas séries e programas de humor estrangeiros, hoje o telespectador tem à sua disposição infinitas possibilidades de encontrar aquilo que melhor lhe agrada. E com mais informação é natural passar a exigir mais daquilo que lhe é oferecido. Afinal, chega uma hora em que se torna cansativo tantos programas que trazem um humor que nos trata como meros receptores sem senso crítico e sem capacidade de raciocínio.
Podemos afirmar que "Casseta & Planeta" chegou perto de se tornar um "A Praça É Nossa" da TV Globo. O que diferencia as duas atrações é a humildade dos cassetas em reconhecer que precisavam de uma grande mudança para não cairem no esquecimento. E essa mudança virá já em 2011, como afirmaram os humoristas. Eles aproveitarão suas férias estendidas para repensar um novo formato, dessa vez mais adequado à realidade do que o telespectador deseja. Assim, ganhamos todos. Eles continuam no ar, e nós ganhamos mais uma opção de entretenimento. E dessa vez esperamos que tenha mais qualidade.
A TV Globo afirma que a descontinuação de um de seus principais programas não foi uma decisão de sua diretoria. "É uma decisão dos humoristas", disse ela. Mas se olharmos com um pouco mais de atenção veremos que tudo indicava que "Casseta & Planeta" não merecia mais fazer parte do horário nobre da TV aberta. A começar pela qualidade. Há muito se sabe que os cassetas causam mais bocejos do que risadas. Suas piadas ficaram velhas e os quadros e paródias das novelas da emissora eram mais do que previsíveis. Não houve novidades, transgressões, preocupação em se reinventar ou em fazer experimentações. A trupe entrou numa zona de conforto profunda e sem volta. O resultado foi uma audiência estagnada e insatisfeita, chegando a amargar míseros 20 pontos de média, considerado insatisfatório para o horário nobre, e humilhante para os humoristas, levando-se em conta as médias conquistadas pelo programa em anos anteriores.
Dizem que o humor na TV aberta precisa ser escrachado, estereotipado, sem qualquer preocupação com a boa produção e o bom roteiro (aqui podemos lembrar de programas como "Toma Lá Dá Cá", "Sai de Baixo", "A Diarista", entre outros) para atingir o cidadão comum. Mas o que vimos nos últimos anos foi caindo por terra a teoria do telespectador que aceita qualquer coisa que lhe ofereçam. Cada vez mais os telespectadores buscam programas de humor esperando mais do que um homem vestido de mulher em situações absurdas, personagens estereotipados sem qualquer propósito, ou frases de efeito repetidas programa após programa. Com o advento da Internet e da TV por assinatura com suas séries e programas de humor estrangeiros, hoje o telespectador tem à sua disposição infinitas possibilidades de encontrar aquilo que melhor lhe agrada. E com mais informação é natural passar a exigir mais daquilo que lhe é oferecido. Afinal, chega uma hora em que se torna cansativo tantos programas que trazem um humor que nos trata como meros receptores sem senso crítico e sem capacidade de raciocínio.
Podemos afirmar que "Casseta & Planeta" chegou perto de se tornar um "A Praça É Nossa" da TV Globo. O que diferencia as duas atrações é a humildade dos cassetas em reconhecer que precisavam de uma grande mudança para não cairem no esquecimento. E essa mudança virá já em 2011, como afirmaram os humoristas. Eles aproveitarão suas férias estendidas para repensar um novo formato, dessa vez mais adequado à realidade do que o telespectador deseja. Assim, ganhamos todos. Eles continuam no ar, e nós ganhamos mais uma opção de entretenimento. E dessa vez esperamos que tenha mais qualidade.
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09 novembro, 2010
ET Bilu e o jornalismo verdade
Um dos assuntos mais comentados do ano está sendo o ET Bilu, uma fantasia criada por Urandir Fernandes de Oliveira, o famoso [autodenominado] paranormal que fez fama indo a programas popularescos da TV aberta para entortar garfos e facas e fazer alguns truques de mágica chamados por ele de "paranormalidade".
O suposto ET ficou famoso após uma longa reportagem exibida no programa "Domingo Espetacular" (TV Record) mostrando os mistérios e projetos desenvolvidos em Ziguratis, uma comunidade utópica cravada numa cidadezinha de Mato Grosso do Sul que tem por objetivo "construir uma nova forma de pensamento mundial", de acordo com texto publicado no site oficial de Urandir.
A reportagem mostrou o que seria o grande golpe da vida de Urandir, que vende terrenos em troca de salvação pelos alienígenas que mantém contato com ele. A própria Ziguratis, segundo Urandir, foi projetada por seres de outro planeta para que alguns seres humanos saiam ilesos após o grande apocalipse que está por vir (mediante o pagamento de uma pequena fortuna em troca do direito de construir uma casa no local).
Para atrair turistas e possíveis compradores de terrenos, Urandir disponibilizou na comunidade diversos entretenimentos, transformando o local em um verdadeiro parque de diversões intergaláctico. De túneis que dão acesso a cidades alienígenas subterrâneas, centrais de monitoramento espacial a aparições de OVNIS, ETs e luzes no meio da mata, tudo é feito para que os incautos se impressionem com o quanto Urandir é íntimo dos seres do espaço.
O ápice do tour intergaláctico acontece com a aparição do já pop Bilu, um "intraterreno" (Urandir explica que no subsolo da terra há enormes colônias de alienígenas, daí o "intraterreno") com 4010 anos, e que veio ao planeta Terra auxiliar os seres humanos na busca pelo conhecimento e salvação do fim do mundo. E ele sempre vem à superfície para trazer ensinamentos para mudar o mundo. Seu ensinamento mais famoso, dito para as câmeras da TV Record, é o "Busquem conhecimento", seja lá o que isso significa.
Agora circula pela rede um vídeo divulgado pelos simpatizantes de Urandir mostrando o que seriam trechos da reportagem que não foram levados ao ar pela emissora que mostrariam que Bilu é realmente um alienígena no meio de nós.
O lema do jornalismo da TV Record é "Jornalismo Verdade". A julgar por essa e outras reportagens que beiram o bizarro e o escroto, algumas não passando do mais puro sensacionalismo, a emissora do bispo mostra que esqueceu de aprender que audiência também pode ser conquistada pela qualidade, pela seriedade e honestidade. Optando pelo caminho contrário a TV Record decide por seguir uma fórmula cansada, errática e que, mesmo dando alguns pontos de audiência a mais agora, cobrará um enorme preço num futuro próximo. Então é bom o bispo começar as orações, pois até o momento a única coisa que a TV Record conseguiu foi virar motivo de piadas.
O suposto ET ficou famoso após uma longa reportagem exibida no programa "Domingo Espetacular" (TV Record) mostrando os mistérios e projetos desenvolvidos em Ziguratis, uma comunidade utópica cravada numa cidadezinha de Mato Grosso do Sul que tem por objetivo "construir uma nova forma de pensamento mundial", de acordo com texto publicado no site oficial de Urandir.
A reportagem mostrou o que seria o grande golpe da vida de Urandir, que vende terrenos em troca de salvação pelos alienígenas que mantém contato com ele. A própria Ziguratis, segundo Urandir, foi projetada por seres de outro planeta para que alguns seres humanos saiam ilesos após o grande apocalipse que está por vir (mediante o pagamento de uma pequena fortuna em troca do direito de construir uma casa no local).
Para atrair turistas e possíveis compradores de terrenos, Urandir disponibilizou na comunidade diversos entretenimentos, transformando o local em um verdadeiro parque de diversões intergaláctico. De túneis que dão acesso a cidades alienígenas subterrâneas, centrais de monitoramento espacial a aparições de OVNIS, ETs e luzes no meio da mata, tudo é feito para que os incautos se impressionem com o quanto Urandir é íntimo dos seres do espaço.
O ápice do tour intergaláctico acontece com a aparição do já pop Bilu, um "intraterreno" (Urandir explica que no subsolo da terra há enormes colônias de alienígenas, daí o "intraterreno") com 4010 anos, e que veio ao planeta Terra auxiliar os seres humanos na busca pelo conhecimento e salvação do fim do mundo. E ele sempre vem à superfície para trazer ensinamentos para mudar o mundo. Seu ensinamento mais famoso, dito para as câmeras da TV Record, é o "Busquem conhecimento", seja lá o que isso significa.
Agora circula pela rede um vídeo divulgado pelos simpatizantes de Urandir mostrando o que seriam trechos da reportagem que não foram levados ao ar pela emissora que mostrariam que Bilu é realmente um alienígena no meio de nós.
O lema do jornalismo da TV Record é "Jornalismo Verdade". A julgar por essa e outras reportagens que beiram o bizarro e o escroto, algumas não passando do mais puro sensacionalismo, a emissora do bispo mostra que esqueceu de aprender que audiência também pode ser conquistada pela qualidade, pela seriedade e honestidade. Optando pelo caminho contrário a TV Record decide por seguir uma fórmula cansada, errática e que, mesmo dando alguns pontos de audiência a mais agora, cobrará um enorme preço num futuro próximo. Então é bom o bispo começar as orações, pois até o momento a única coisa que a TV Record conseguiu foi virar motivo de piadas.
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06 novembro, 2010
Aprenda geografia com James Bond
Metade no mundo vê um Brasil cheio de estereótipos, onde as únicas coisas que existem por aqui são negros, florestas, samba e Rio de Janeiro. E nada melhor do que filmes para perpetuarem essa imagem.
Acabo de assistir "007 Contra o Foguete da Morte" ("Moonraker"), de 1979, o 11º do agente secreto mais famoso do cinema, dirigido por Lewis Gilbert (que também dirigiu outros dois filmes da série). Dessa vez James Bond (Roger Moore) precisa impedir o vilão bem malvado e multimilionário (eles são sempre assim...) Hugo Drax de levar a cabo seu plano maligno de exterminar a raça humana. E essa busca, quem diria, leva o agente a serviço da rainha a desembarcar no Brasil.
O tour começa pelo Rio de Janeiro. Para onde a câmera aponta há pessoas fantasiadas e sambando. Parece que todo mundo anda pulando de alegria e felicidade no ritmo contagiante do samba. É a cidade do carnaval, onde ninguém faz mais nada a não ser... sambar!
Com seus planos na terra do carnaval eterno não saindo como o planejado, James Bond vai de encontro ao seu chefe vestindo um lindo modelito "México encontra Rio Grande do Sul", e recebe instruções de partir imediatamente para o outro lado do Brasil que os estrangeiros conhecem, o "Norte do Amazoco" (sim, é exatamente assim que falam no filme), para continuar tentando impedir que o malvado multimilionário conclua suas maldades de higienização do planeta.
E em meio à fuga dos capangas do vilão pelos rios do "Amazoco", Bond se depara com... as cataratas do Iguaçu (!). Momento de apreensão... medo... O que ele vai fazer agora...? Mas, como sempre, o agente secreto tinha uma carta na manga e consegue sair dessa enrascada voando direto para o meio da mata, onde acaba encontrando uma... pirâmide maia (!).
Está achando essa miscelânea bizarra? Então espere até ver James Bond partindo da floresta amazônica direto para o espaço sideral. E o que combina com espaço sideral? Roupas prateadas e douradas e armas de raios laser, tudo no mais puro ritmo de "Guerra nas Estrelas".
Enfim, "007 Contra o Foguete da Morte" é um completo amontoado de bobagens e limitações intelectuais. É sem dúvida um dos piores filmes da série de James Bond. E muitos vão dizer que é assim mesmo, que filmes de ação não devem seguir a realidade, numa espécie de "licença poética" do cinema. Mas lembre-se que há uma enorme diferença entre "ficção" e "avacalhação".
Acabo de assistir "007 Contra o Foguete da Morte" ("Moonraker"), de 1979, o 11º do agente secreto mais famoso do cinema, dirigido por Lewis Gilbert (que também dirigiu outros dois filmes da série). Dessa vez James Bond (Roger Moore) precisa impedir o vilão bem malvado e multimilionário (eles são sempre assim...) Hugo Drax de levar a cabo seu plano maligno de exterminar a raça humana. E essa busca, quem diria, leva o agente a serviço da rainha a desembarcar no Brasil.O tour começa pelo Rio de Janeiro. Para onde a câmera aponta há pessoas fantasiadas e sambando. Parece que todo mundo anda pulando de alegria e felicidade no ritmo contagiante do samba. É a cidade do carnaval, onde ninguém faz mais nada a não ser... sambar!
Com seus planos na terra do carnaval eterno não saindo como o planejado, James Bond vai de encontro ao seu chefe vestindo um lindo modelito "México encontra Rio Grande do Sul", e recebe instruções de partir imediatamente para o outro lado do Brasil que os estrangeiros conhecem, o "Norte do Amazoco" (sim, é exatamente assim que falam no filme), para continuar tentando impedir que o malvado multimilionário conclua suas maldades de higienização do planeta.
E em meio à fuga dos capangas do vilão pelos rios do "Amazoco", Bond se depara com... as cataratas do Iguaçu (!). Momento de apreensão... medo... O que ele vai fazer agora...? Mas, como sempre, o agente secreto tinha uma carta na manga e consegue sair dessa enrascada voando direto para o meio da mata, onde acaba encontrando uma... pirâmide maia (!).Está achando essa miscelânea bizarra? Então espere até ver James Bond partindo da floresta amazônica direto para o espaço sideral. E o que combina com espaço sideral? Roupas prateadas e douradas e armas de raios laser, tudo no mais puro ritmo de "Guerra nas Estrelas".
Enfim, "007 Contra o Foguete da Morte" é um completo amontoado de bobagens e limitações intelectuais. É sem dúvida um dos piores filmes da série de James Bond. E muitos vão dizer que é assim mesmo, que filmes de ação não devem seguir a realidade, numa espécie de "licença poética" do cinema. Mas lembre-se que há uma enorme diferença entre "ficção" e "avacalhação".
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25 setembro, 2010
O melhor (?) do Brasil
Um dos programas de maior sucesso da TV Record, "O Melhor do Brasil" é a mistura de tudo o que há de pior na TV brasileira, apostando tudo no grande apelo popularesco. Então entendemos como é possível o sucesso que tal programa faz nas tardes de sábado. (continue lendo...)
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22 setembro, 2010
Pela preservação da cultura

Há em minha rua um imóvel da Prefeitura de Osasco que abrigou por vários anos o posto de saúde do bairro. Após a mudança do posto para um novo imóvel, maior e mais novo, o antigo foi largado às traças. Inúmeros contatos foram feitos por mim com a Prefeitura e algumas secretarias pedindo, quase implorando, por uma nova utilização para o imóvel. Até que finalmente fui atendido pela Secretaria de Cultura, que se interessou por uma de minhas ideias, implantando no local, no ano de 2008, um Bolsão de Cultura, oferecendo cursos gratuitos para toda a população, que há anos estava carente de equipamentos públicos de qualidade voltados à cultura.Mas o que era bom durou pouco, muito pouco. Após algum tempo de funcionamento o Bolsão simplesmente foi fechado. A resposta dada fora a de que tiveram "problemas" com os administradores. E agora, o problema é de todos nós, que não temos mais o local onde podíamos aprender um pouco mais de arte.

Tentei por diversas vezes entrar em contato com a Secretaria de Cultura para tentar entender o problema, mas o que no começo foi um atendimento amigável e atencioso, tornou-se um completo descaso, falta de respeito e pouca importância. Não tive nenhum dos meus e-mails respondido desde que o Bolsão parou de funcionar.
E para piorar ainda mais a situação, corre a boca pequena que alguns moradores [católicos] pretendem pedir que a Prefeitura doe o imóvel do Bolsão para que ali façam a igreja que começou a tomar forma entre eles. Mas acredito que entre uma igreja católica e um ponto
cultural, o segundo seja mais útil ao bairro e a todos os moradores, sejam eles católicos, protestantes, ou umbandistas. Não é correto cercear o direito de uma parte da população de ter acesso à cultura apenas para favorecer a vontade de alguns poucos de terem um local para praticar sua religião.Osasco necessita de mais cultura, mais música, mais arte. E um bem público ser dado a igreja, seja ela de qual religião for, é, além de crime, um completo desrespeito a liberdade religiosa e a um patrimônio que é de todos.
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19 setembro, 2010
O trabalho enlouquece o homem

Qual o propósito da vida de uma pessoa que tem um trabalho sem sentido e mentalmente estafante? E o que dizer dos métodos arcaicos com que as empresas tentam domar seus funcionários, com memorandos inúteis e regras que em nada acrescentam ao trabalho ou à existência da empresa? O que realmente define "trabalho" e "felicidade"? Essas duas coisas realmente não podem coexistir? É errado não se sentir feliz com o trabalho que obviamente não lhe traz felicidade?
No texto "Trabalho sem sentido" expressei minha total indignação em relação à rotina que nos forçam a seguir e os trabalhos sem qualquer sentido lógico aceitável que nos forçam a fazer, utilizando a simplória desculpa de que "Trabalho é isso!". Mas afinal, qual o problema de um ser humano comum querer para si algo gratificante e edificante, que vá muito além do salário no fim do mês? Essas questões são tratadas pelo diretor e roteirista Mike Judge (criador da série animada da MTV "Beavis and Butt-head"), no filme "Office Space" (no Brasil intitulado "Como Enlouquecer Seu Chefe") de forma cômica, mas não menos realista.
Peter (Ron Livingston) é um cara comum, com rotinas urbanas insuportáveis e desgastantes, um emprego inútil com muitas regras sem sentido, e chefes enfadonhos que tem em sua existência o prazer das empresas em fazer valer suas regrinhas burocráticas arcaicas.
Nesse ambiente altamente hostil à mente humana era de se esperar que numa "segunda-feira de cão" Peter tenha surtado e percebido o quanto de sua vida passou sem que ele tivesse tido a chance de aproveitá-la da melhor forma possível, estando sempre ocupado com sua insuportável rotina. Depois da epifania, Peter passa a pouco se importar com seu emprego, tornando-se um funcionário "relapso" (aos olhos dos chefes), mas feliz. A pouca importância que ele passa a dar às regras da empresa é tanta que, surpresa, começam a vê-lo como um funcionário visionário, com grande capacidade para ocupar um cargo executivo, devido as suas observações realistas do que seria um trabalho gratificante e produtivo.
No meio do seu processo de libertação, Peter conhece a doce e bela Joanna (Jennifer Aniston), uma garçonete que também está infeliz com seu emprego numa lanchonete onde as regras que determinam se um funcionário é bom ou não se limitam a quantos botons ele prega em seu uniforme.
Uma das cenas mais memoráveis do filme acontece quando Peter e seus dois amigos recém-demitidos fazem uma espécie de "ritual de libertação" destruindo a impressora da empresa a chutes, socos e pauladas. Essa cena serviu como uma demonstração do ódio que nutrimos por tanto tempo sob o comando de um sistema empregatício que não nos valoriza, não nos acrescenta e nos trata como robôs. E acredito que milhares de pessoas fantasiam em suas mentes uma cena como aquela.
"Office Space" nos mostra que o modelo que muitas empresas julgam ser o melhor e mais produtivo não passa de um amontoado de conceitos ultrapassados e idiotas, e que, se não forem mudados, levarão seus funcionários ao completo descontentamento, à frustração e à loucura. Esse deveria ser um filme obrigatório aos executivos que pensam ter em suas mãos empresas modernas, agradáveis e ágeis. Bastará a eles assistirem os seis primeiros minutos para constatarem que suas empresas não passam de dinossauros burocráticos.
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07 julho, 2010
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Acesse o blog da campanha pela salvação de um dos símbolos da cultura de São Paulo. Porque não podemos deixar um rico pedaço de nossa cultura morrer por causa do descaso do poder público e do desinteresse de empresas que não veem esse investimento como lucrativo por não serem capazes de enxergar seu enorme ganho cultural.
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