17 fevereiro, 2011
Sangue para começar bem o dia
27 novembro, 2010
Chega de Casseta!
A TV Globo afirma que a descontinuação de um de seus principais programas não foi uma decisão de sua diretoria. "É uma decisão dos humoristas", disse ela. Mas se olharmos com um pouco mais de atenção veremos que tudo indicava que "Casseta & Planeta" não merecia mais fazer parte do horário nobre da TV aberta. A começar pela qualidade. Há muito se sabe que os cassetas causam mais bocejos do que risadas. Suas piadas ficaram velhas e os quadros e paródias das novelas da emissora eram mais do que previsíveis. Não houve novidades, transgressões, preocupação em se reinventar ou em fazer experimentações. A trupe entrou numa zona de conforto profunda e sem volta. O resultado foi uma audiência estagnada e insatisfeita, chegando a amargar míseros 20 pontos de média, considerado insatisfatório para o horário nobre, e humilhante para os humoristas, levando-se em conta as médias conquistadas pelo programa em anos anteriores.
Dizem que o humor na TV aberta precisa ser escrachado, estereotipado, sem qualquer preocupação com a boa produção e o bom roteiro (aqui podemos lembrar de programas como "Toma Lá Dá Cá", "Sai de Baixo", "A Diarista", entre outros) para atingir o cidadão comum. Mas o que vimos nos últimos anos foi caindo por terra a teoria do telespectador que aceita qualquer coisa que lhe ofereçam. Cada vez mais os telespectadores buscam programas de humor esperando mais do que um homem vestido de mulher em situações absurdas, personagens estereotipados sem qualquer propósito, ou frases de efeito repetidas programa após programa. Com o advento da Internet e da TV por assinatura com suas séries e programas de humor estrangeiros, hoje o telespectador tem à sua disposição infinitas possibilidades de encontrar aquilo que melhor lhe agrada. E com mais informação é natural passar a exigir mais daquilo que lhe é oferecido. Afinal, chega uma hora em que se torna cansativo tantos programas que trazem um humor que nos trata como meros receptores sem senso crítico e sem capacidade de raciocínio.
Podemos afirmar que "Casseta & Planeta" chegou perto de se tornar um "A Praça É Nossa" da TV Globo. O que diferencia as duas atrações é a humildade dos cassetas em reconhecer que precisavam de uma grande mudança para não cairem no esquecimento. E essa mudança virá já em 2011, como afirmaram os humoristas. Eles aproveitarão suas férias estendidas para repensar um novo formato, dessa vez mais adequado à realidade do que o telespectador deseja. Assim, ganhamos todos. Eles continuam no ar, e nós ganhamos mais uma opção de entretenimento. E dessa vez esperamos que tenha mais qualidade.
31 março, 2010
"BBB" criativo (?)
"Nos outros países o programa se deixou sufocar pelo marasmo, pelas repetições, pela obediência ao politicamente correto; mas aqui no Brasil ele está cada vez mais vivo, graças à capacidade dos seus produtores de criar situações novas, de ficar apenas com o essencial da fórmula sem deixar de lhe acrescentar novidades a toda hora... E de pesar a mão e botar pra quebrar quando é preciso".
Sério mesmo que ele acha que o sucesso do "Big Brother" por aqui é a "capacidade de criação de novas situações"? Para mim a explicação é bem menos floreada. O sucesso dessa aberração televisiva se dá pela sede pelo fútil do povo brasileiro. E isso se explica pela enormidade de votações que levou às glórias o "brother" Dourado e toda sua homofobia."Big Brother" não é e nunca será um primor de qualidade e muito menos um produto de inovação e criatividade da TV Globo. E não importa o quanto o Pedro Bial declame seus poemas meticulosamente elaborados. Nada transformará esse programa em um requinte televisivo.
17 março, 2010
Alessandra Maestrini X Alessandra Maestrini
Alessandra Maestrini, a Bozena de "Toma Lá, Dá Cá", é a personificação do mal que a TV aberta brasileira faz aos brilhantes profissionais do mundo teatral. Isso fica claro no vídeo de um trecho do espetáculo musical "Ópera do Malandro" em que ela canta magnificamente a música "Palavra de Mulher".
Assim que ela começa a cantar nota-se a brutal diferença entre suas personagens. Eu mesmo nunca imaginei que seria possível aquela mulher que interpretava uma empregada em um programa de quinta categoria fosse capaz de ter uma voz tão esplendorosa, um talento tão grandioso. E então percebo o quanto alguns artistas não merecem ter seu talento desperdiçado em novelas e séries tupiniquins.
22 fevereiro, 2010
Hannah Montana tupiniquim
09 fevereiro, 2010
Pomposo demais, mas sem conteúdo
15 janeiro, 2010
Big Brother da diversidade
13 janeiro, 2010
O ego de Aguinaldo Silva
09 dezembro, 2009
"Cinquentinha"
Ontem (8) estreiou a nova minissérie da TV Globo, "Cinquentinha". Do autor Aguinaldo Silva e estrelada pelas "cinquentonas" Susana Vieira, Marília Gabriela e Betty Lago, a previsão é de que a minissérie tenha 16 episódios recheados por sexo, moda, brigas e o "bom humor" de sempre da TV Globo. A história girará em torno de três mulheres lutando pela herança de seu falecido ex-marido.
A nova minissérie já foi comparada à "Sex and The City" por Susana Vieira, em entrevista à Folha de São Paulo, declaração essa obviamente feita sob efeito de álcool ou drogas, afinal, alguém realmente acha que aquilo exibido ontem tem comparação a uma das séries de maior sucesso da história da TV mundial?
Uma das coisas mais engraçadas que pude perceber no episódio de estreia foi a tentativa de Susana Vieira em interpretar uma personagem das rocambolescas novelas mexicanas, mas eu realmente não consegui enxergar diferença alguma entre aquela atuação e suas atuações em novelas passadas. Ou seja, será mesmo que aquilo era uma paródia? Bom, valeu a tentativa Susana.
E que figuro pomposo era aquele dos personagens? Era como se todos estivessem prontos para alguma festa de gala. Pesaram a mão na tentativa de dar certo requinte aos personagens. E Susana ainda teve a coragem de dizer que estaria "vestidérrima" como as personagens de "Sex and The City"...
"Cinquentinha" promete ser mais uma produção com a qualidade Globo de sempre: exagerada, apelativa e sem qualquer propósito. E assim, a TV Globo mostra que seus espasmos de criatividade (mostradas com "Hoje É Dia de Maria" e "Som & Fúria"), infelizmente, são raros.
18 novembro, 2009
"Som & Fúria" no cinema
Originalmente exibida pela TV Globo, "Som & Fúria" não teve muito sucesso devido ao horário tardio em que ia ao ar e ao seu formato, digamos, um pouco elitista. O povo brasileiro ainda não está acostumado (nem preparado) para tal nível de qualidade. O que realmente é uma pena.
17 novembro, 2009
De salto no café da manhã (?)
Você já parou para imaginar o quanto as novelas são incrivelmente irreais? Não sei você, mas para mim não há no mundo uma pessoa que passe o dia inteiro em casa, com roupa de festa, brincos e jóias, falando de amores ou tramando malvadezas contra as mocinhas e mocinhos de coração puro.
Outra coisa que muito me perturba: ninguém trabalha, mas mesmo assim são podres de ricos. De onde vem a maldita ideia de que ricos não trabalham? Dinheiro se faz do nada e eu não estou sabendo?
E aquela mulherada maquiada e com roupas de festa e salto alto dentro de casa? Em que mundo uma coisa dessas acontece tão corriqueiramente assim? É realmente possível uma pessoa normal já acordar com cabelo impecavelmente penteado, maquiagem de jantar de gala e roupas de butique de luxo? Isso sem falar nas jóias ostentadas como se já fizessem parte do corpo de uma mulher rica. Insisto, que mundo é esse??? Me digam, mulheres, alguém é assim???
Por essas e outras coisas que nunca aceitarei de bom grado as notícias de diversas novelas da TV Globo sendo indicadas a vários Grammy (um tipo de "Oscar" da TV). Não consigo entender como produções sofríveis, nada "acreditáveis", com atuações primárias e histórias simplórias, possam concorrer junto de produções americanas de alto nível de qualidade, seja dos atores, seja da produção. O que me leva a crer numa coisa: quanto será que a TV Globo desembolsa por cada indicação de suas novelas? Fica a pergunta no ar...
23 setembro, 2009
Querem matar o bom humor
Nas últimas semanas a TV Globo andou sondando humoristas de emissoras rivais para seu programa mega humorístico "Zorra Total". Primeiro foi Marcelo Adnet, apresentador do "15 Minutos", da MTV, e agora assedia Marco Luque, um dos integrantes do excelente "CQC", da TV Bandeirantes.
Os dois humoristas na mira da TV Globo tem em comum o fato de serem verdadeiros artistas do stand up comedy, gênero que não seria nada aproveitado em um programa do nível do "Zorra Total", que reúne o que há de pior no humor brasileiro (depois do "A Praça é Nossa" e as várias vertentes dos programas de Tom Cavalcante).
Em outra frente de ataques aos ótimos artistas da comédia brasileira está a
TV Record. A emissora de Edir Macedo aposta seu dízim... digo, seu dinheiro
A TV Record garante que dessa vez aproveitará melhor seus [possíveis] futuros novos contratados, não repetindo o que fez quando contratou Vinícius Vieira e Carlos Alberto, ex-integrantes do "Pânico na TV", jogados em programas de segunda categoria comandados por Tom Cavalcante.
Não vejo nessas investidas da TV Globo e TV Record intenções reais de desenvolvimento de trabalhos de qualidade dignos de nossa audiência. Contratando integrantes de programas com grande aceitação popular e com índices de audiência de encher os olhos, as emissoras líderes pretendem derrubar a audiência desses programas "obrigando" os telespectadores a mudarem de canal. Grande engano. Já ficou provado que r
oubar integrantes de programas concorrentes não faz a audiência mudar de emissora (alguém viu os índices do "Pânico na TV" cairem drasticamente com a saída de Mendigo e Gluglu? Aliás, quem são eles hoje mesmo?).
Cabe aos comediantes perseguidos a decisão do que querem para eles e para o público. Se vão nos oferecer programas de qualidade, exatamente como está, ou se preferem se esconder em horários improváveis ou se enfiar em programas obscuros em troca de salários maiores. Se optarem pela primeira opção a TV aberta agradece.
03 setembro, 2009
Ana Maria Braga é da nossa fauna

Ana Maria Braga não sabe diferenciar "fauna" de "flora". Em seu programa de inutilidades femininas da última terça-feira (1) a loira ensinava a receita de um bolo cujo ingrediente era a famosa castanha do pará, fruta tipicamente tupiniquim, vinda do Norte. Após pensar por um breve momento no que iria falar, Ana Maria diz: "Eu peguei aqui três xícaras de chá de castanha do pará. Você viu que nós estamos usando um ingrediente nosso, da nossa fauna"
Formada em biologia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Ana Maria Braga é tão boa que acabou sendo apresentadora de um programa irrelevante e tem um fantoche como co-apresentador do programa...
18 agosto, 2009
Santíssimo crime
Assistindo a guerra travada entre a TV Record e a TV Globo após o anúncio da milésima investigação contra a Igreja Universal (dona da TV Record) uma pergunta fica ecoando em minha cabeça: a troco de que?
A TV Record tem muito que perder com mais essa investigação. Sua imagem fica ainda mais abalada devido sua crescente dependência da Igreja Universal. E a imagem da igreja afunda em mais um escândalo envolvendo a manipulação da fé do povo em benefício de seus donos. A TV Globo, por sua vez, nada tem a perder, e muito menos a ganhar. Fazendo seu papel de imprensa, noticiando fatos graves e que devem sim ser levados a público, a TV Globo mostra isenção e imparcialidade ao divulgar mais um caso da Igreja Universal. E quem acha que as acusações não tem nenhum embasamento na realidade, basta visitar uma das unidades da igreja espalhadas mundo afora. Você verá coisas inimagináveis, muito piores do que o "diploma de dizimista" assinado por ninguém menos do que o próprio Jesus Cristo.
No desespero para tentar desviar a atenção de seus fiéis-clientes, a Igreja Universal, por meio da força de comunicação que a TV Record possui, deturpa histórias, inventa outras e joga na guerra pessoas e órgãos que nada tem a ver com os fatos. O caso mais novo é a “denúncia” de esquemas obscuros envolvendo a Secretaria de Economia e Planejamento (órgão em que trabalho) e a TV Globo.
A TV Record diz tanto que o medo de perder a audiência faz com que a TV Globo perca a linha e saia atacando indiscriminadamente a TV Record, a "emissora de deus". Mas se olhassem para o próprio umbigo perceberiam que os ataques cometidos por ela à TV Globo e órgãos públicos não passam de meras manobras para que não descubram ainda mais seus podres divinos e manter no cabresto seus fiéis-clientes.
Não que os supostos "crimes" da TV Globo sejam leves, mas roubar e iludir humildes desesperados por um pouco de esperança nessa vida é dos piores crimes que alguém poderia cometer.
25 julho, 2009
Qualidade que pouco se vê
Mas, felizmente, nem sempre é assim...
Ontem foi exibido o último episódio da minissérie "Som & Fúria", um dos poucos espasmos de criatividade a que a TV Globo se deixou ter em seus mais de 40 anos de existência. Produzida em parceria com a O2 Filmes, a minissérie teve 12 episódios que foram ao ar exaustivamente de terça a sexta (a velha mania das novelas...), nos brindando com ótimas atuações, produção e direção, coisas que não temos o costume de ver na TV aberta.
É de coisas assim que precisamos. Novidades, novos ares, novos experimentos. Deixar um pouco de lado a busca carniceira pela audiência a qualquer custo e apostar em produções que primam pela qualidade sem agredir nossa inteligência.
16 junho, 2008
Qualidade que ninguém vê
Repare nas novelas. São histórias sem conteúdo, sempre girando em torno de pessoas muito ricas (nunca entendo como podem ser ricas se nunca aparecem trabalhando), amores impossíveis, sexo e merchandising, os personagens são vazios e pobres e os atores são tão ruins que até hoje não entendo porque ainda os chamam de atores. Já as séries americanas possuem roteiro bem feito, com um cuidado muito maior nas ambientações das histórias, conteúdo que não deixa o telespectador apenas sentado no sofá sem pensar e atores realmente comprometidos com um trabalho bem feito.
E indo para o lado das séries de comédia brasileiras o que mais vejo são personagens caricatos, também sem conteúdo e histórias muitas vezes sem a menor noção. "Toma Lá Dá Cá", série nada diferente de "Sai de Baixo", é a que mais se sobressai atualmente. "Toma Lá Dá Cá" e muitas outras mostram como no Brasil não há um cuidado (ou interesse) em desenvolver projetos mais bem trabalhados, valorizando atores, ajudando-os a mostrar uma atuação muito além de Lineu (Marco Nanini), em "A Grande Família". Aliás, uma das grandes diferenças das séries brasileiras e das americanas é que lá realmente parece existir um roteirista. Aqui sempre me pareceu serem pessoas que estavam à toa na emissora e foram ocupar um espaço do quadro de funcionários.
Sempre me falam que isso acontece porque as emissoras mostram o que as pessoas querem assistir. Mas aí eu volto a dizer aquilo que sempre digo: as pessoas assistem porque estão acostumadas. Nunca foi oferecido nada diferente, nada melhor. Enquanto as emissoras brasileiras não tomarem para si a opção de oferecer algo melhor, a população não vai crescer intelectualmente, não vai passar do nível de passivo ao lixo televisivo e começar a criticar, a cobrar uma qualidade melhor do que recebe pela TV. Resumindo: continuarão todos a torcer para que a riquinha bonita fique com o mocinho pobre. E assim ninguém cresce.
14 maio, 2007
Aleluia!
Esse projeto é composto por quatro histórias, uma de cada região do Brasil. Começando pelo "A Pedra do Reino", adaptação da obra de mesmo nome de Ariano Suassuna, que tem a estréia marcada para o dia 12 de junho, com 4 episódios.
21 março, 2006
Nova programação?
na TV Globo, por exemplo, temos pela frente novelas com histórias inteligentes e atores de primeira categoria (latina, claro). Também há os programas humorísticos, que nos matam de rir com seus textos sem preconceitos e estereótipos e com ótimas piadas inéditas.
Não posso deixar de falar também dos programas infantis, que tanto têm a oferecer às crianças. "O Sítio..." é um bom exemplo. Livra as crianças das novelas sem conteúdo e é fiel ao original do monteiro lobato.
Enfim, temos motivos de sobra para não desgrudar da TV até o fim do ano.
Ah! e não esqueça que ainda vai começar o horário eleitoral. A nata do entretenimento.








