18 julho, 2009

Falsidades do ofício

Nos dias de hoje a falsidade entre as pessoas passou a ser um comportamento aceito abertamente e muitas vezes incentivado, principalmente em ambientes de trabalho, seja ela por pura maldade ou simplesmente para ser aceito em um determinado grupo. Seria o que eu chamo de "falsidade institucionalizada".

Mas falsidade em excesso traz algum benefício? Como classificar se tais atitudes extrapolam ou não os limites aceitáveis da falsidade? E será mesmo que existe um limite aceitável? Se existe, qual seria esse limite?

Os momentos em que melhor podemos "medir" o nível de falsidade de um local de trabalho são as festas. Festas são tradicionalmente os momentos onde os colegas de trabalho exercem com muito afinco o lado "amigo". Abraços para cá, beijinhos para lá e parabéns para todo os lados. Os sorrisos são largos e as piadas sem graça acompanhadas por risadas forçadas. E todos (ou quase todos) colocam em prática seus planos para agradar o chefe, coisa que nunca surte efeito, pois a lista de "preferidos" já está fechada.

Pessoa realista como sou, faço do meu relacionamento profissional um roteiro direto e claro, contendo no máximo palavras como "oi", "tchau" e limitando-me às questões relacionadas ao meu serviço. Isso faz de mim uma pessoa antissocial ou estritamente profissional?

Não direi que nunca tentei ao menos soltar um sorriso amarelo ou um "oi, bom dia" mesmo a contragosto. Mas por diversas vezes percebi que não sou capaz disso, não consigo demonstrar o que não sinto pela pessoa a quem me dirijo. Talvez seja pela minha criação ou é realmente teimosia. O que sei é que falso eu não sou, e falso eu nunca serei. Então, parabéns eu não dou!

9 comentários:

Thiago Almeida disse...

Comico, porém, realista.
Concordo com cada palavras, brother!

Abraços!

Na Casa Dele disse...

Olá,
está afim de parceria para troca de link
entre em contato
http://nacasadele.blogspot.com/
abraços e sucesso!
Bjocas
A.

Cléverton Sant'Annna disse...

eu acho que eu sei de quem vc esta falando .... atualizei meu blog, se der dá uma olhada :)

Suellen Verçosa disse...

Tá aí uma coisa que também não sei fazer! E sou até menos tolerante, quando não gosto da pessoa fico de "cara amarrada" o tempo inteiro em que ela está por perto. Isso é chato, eu sei...mas é que me irrita às vezes a pessoa tentar dar uma de boazinha e vir perguntar como foi meu dia e coisas do tipo...

Marcelle disse...

É, bem realista e sincero voce, mas tem que ser assim mesmo, pra que fingir uma coisa que nao e nunca vai existir????? Está certissimo, melhor sinceridade demais do que falsidade, por menor que ela seja!!!!!!!!

Genérica Paraguaia disse...

Já enfrente nos "peitos" essa coisa de não ser falsa.. porém, já me vi em situações que precisei ser mais "política" para conseguir atingir minhas metas no trabalho (não falo em fingir ser amiga ou virar amante).. mas o simples fato de fingir que faz parte do "grande organismo" da empresa, deixa alguns daqueles que mandam aceitarem seus projetos.. Então aprendi qur não vou virar amiga d einfância de ninguém, até pq detesto muita gente, não virarei baba ovo pq não pago pau p ninguém, mas finjo q me importo com a empresa só para meu benefício, assim como os políticos fazem.

Suzan disse...

Amei seu texto, mas aprendi uma coisa no pouco tempo que fiquei no 8º andar.
Fazer um pouco de política não faz mal a ninguém, por mais dura que a realidade seja.
Hj, de manhã mesmo quase vomitei, mas tive que dar meus parabéns pra .... ah vc sabe quem, rsrsrsrs.
Mas em outros tempos eu nem olharia na cara.
Infelizmente essa é a sociedade que vivemos.

Continue escrevendo vc é muito bom!

Beijos

Suzan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
X??? disse...

Continue assim, voçê escreve muito bem! Ainda vou ler um livro seu, aposto que de crônicas!!! rsrsrs

É realmente díficil ter que fazer "sorrisos" quando não se quer, mas sei que às vezes é preciso!!

Até que chega a hora que acabamos desistindo de tentar ser agradáveis!!

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