31 julho, 2009

O maior erro do Kassab


Na edição de 30 de julho da Folha de São Paulo foi publicada a mensagem de uma leitora de nome Eliane Oda que me chamou muito a atenção. Na mensagem a leitora demonstrou seu total repúdio aos usuários de fretados e parabenizou o Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, pela coragem de colocar em ação a guerra [desnecessária] contra os ônibus fretados com a suposta intenção de combater os crescentes índices de congestionamento.

A senhora Eliane tem todo o direito de mostrar ao mundo sua raiva a nós, usuários de fretados, mas peca ao dizer que o Prefeito trabalha em prol dos moradores da cidade de São Paulo, combatendo o mal que vem de fora [os usuários deste meio de transporte que vem de outras cidades].

Como todos já sabem, os ônibus fretados são um dos principais meios de transporte de mais de 40 mil pessoas no Estado de São Paulo que trabalham na Capital. E grande parte deste número é composta também por paulistanos, contrariando o pensamento torpe da senhora Eliane. Pensamento este que me parece muito com o de uma pessoa que usa o carro como uma parte do corpo e nunca imaginou como seria tentar se locomover pela cidade através dos combalidos e saturados meios de transporte atuais. Pessoas como nossa querida amiga Eliane só conhecem o mundo que rodeia seu umbigo, pouco se importando com o bem coletivo. Simplesmente pegam seus carros possantes e com ar-condicionado e saem a toda pelas ruas, aumentando os índices de congestionamento e poluição do ar.

Com a medida imposta pela Prefeitura de São Paulo não só será extinto um ótimo meio de transporte alternativo, como também serão extintos empregos e ideias inovadoras que só beneficiaram a cidade (o projeto UseBus é um ótimo exemplo disso).

Kassab e sua trupe atrapalhada de técnicos e engenheiros de trânsito (que de trânsito pouco entendem) terão um grande caminho tortuoso a percorrer. O trânsito não melhorará nos próximos meses, forçando-os a rever os planos idiotas de restrição e arrumar outros culpados. O pior para todos nós, sejam usuários de fretados, transporte comum ou carros, seremos sempre os prejudicados, pois nossos [supostos] representantes nunca chegarão à conclusão de que o maior mal aos problemas de nossas cidades são eles mesmos.

25 julho, 2009

Qualidade que pouco se vê

Sempre me pergunto o que leva as emissoras brasileiras a terem tanto medo da inovação quando já se provou que o atual modelo das produções tupiniquins está fadado ao fracasso. Com a audiência despencando a cada dia o desespero tomou conta dos diretores das emissoras. Contratações e mudanças drásticas foram feitas, mas nada que surta efeito. São tantas idas e vindas que chegou a hora de perguntarmos: e cadê as novidades? Gugu vai, Justus vem, e tudo continua a mesma coisa. São os mesmos formatos, os mesmos rostos, as mesmas besteiras. É a preguiça de sempre para criar novas possibilidades de entretenimento.

Mas, felizmente, nem sempre é assim...

Ontem foi exibido o último episódio da minissérie "Som & Fúria", um dos poucos espasmos de criatividade a que a TV Globo se deixou ter em seus mais de 40 anos de existência. Produzida em parceria com a O2 Filmes, a minissérie teve 12 episódios que foram ao ar exaustivamente de terça a sexta (a velha mania das novelas...), nos brindando com ótimas atuações, produção e direção, coisas que não temos o costume de ver na TV aberta.

É de coisas assim que precisamos. Novidades, novos ares, novos experimentos. Deixar um pouco de lado a busca carniceira pela audiência a qualquer custo e apostar em produções que primam pela qualidade sem agredir nossa inteligência.

21 julho, 2009

Só ele não vê...


"Acho que ainda faltam muitas políticas públicas para que a gente comece a enfrentar o problema da violência".

Esse pensamento genial é do nosso presidente da república. Como ele passa tanto tempo viajando para outros países só agora se deu conta de que seu governo não fez nada para combater a violência.

Bomba no olho dos outros


Quanto vale uma vida para você? Será que vale mais do que um dia perdido de trabalho? Para o supervisor das agências bancárias do banco Itaú, não.

Na manhã de hoje assaltantes sequestraram a gerente de uma das agências do banco em Osasco e seus dois filhos. E como se não bastasse a tortura do sequestro, a gerente teve explosivos presos ao corpo e enviada à agência para que abrisse o cofre.

Numa situação dessas o que mais esperamos são decisões rápidas que não coloquem em um perigo maior ainda a vida das vítimas. Na cabeça do supervisor do banco Itaú a melhor maneira de resolver o problema seria colocar a gerente isolada no segundo andar da agência para que assim fosse mantido o atendimento aos clientes. Uma decisão muito sábia, na cabeça daquela criatura.

Uma decisão estúpida como essa (para não dizer algo pior) parte de pessoas sem o menor senso de humanidade e carater. Para pessoas assim a pergunta lá do começo do texto tem uma única resposta: nada!

Qual decisão o supervisor gostaria que tivessem tomado se fosse ele que estivesse com os explosivos presos ao corpo?

Hoje vai ter uma festa



Àquele que comigo esteve em todos os bons e maus momentos dos últimos anos, parabéns! E que estejamos juntos nos próximos.
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