Nessa minha nova fase de "estar funcionário público" pude perceber melhor os verdadeiros problemas da administração pública. E nada tem a ver com dinheiro ou condições de trabalho como sempre é alardeado na mídia e em greves.
Em minha recente experiência de pouco mais de 10 meses coletei informações e formulei soluções que nunca serão levadas em conta. Uma delas seria acabar com o mar de chefes que assola todo ambiente do governo, mais conhecido como “muito chefe para pouca tribo”. Isso leva aos conflitos de interesses e as informações perdidas pelo caminho. O serviço não rende e o serviço público piora.
Outro ponto que merece mudança é a profissionalização dos cargos de liderança. Um bom exemplo do mal que a falta de profissionais qualificados é a direção das escolas. Atualmente, para ser um diretor basta ter passado alguns anos em sala de aula. Não são exigidos conhecimentos comuns a qualquer administrador, levando as escolas ao abismo da má gestão de verbas e atendimento sofrível à comunidade.
Mas o que mais me chamou a atenção nessa área foi uma característica muito típica do funcionalismo: odiar todos os funcionários recém-chegados. É engraçado ver atitudes que seriam impensáveis em empresas privadas serem toleradas e até mesmo incentivadas em qualquer órgão público. Para mim, essa maneira de agir demonstra um grande medo de serem “ofuscados”, afinal, funcionários novos são sempre mentes frescas e descansadas prontas a desempenharem um trabalho melhor do que o feito pelos que estão há anos acomodados no funcionalismo público.
Mas há algo que eu aprendi nessa fase passageira. Aprendi que pessoas não são confiáveis. Muito menos aquelas que sorriem e dão bom dia. Também aprendi a nunca dar as costas a um funcionário público. Eles são animais mais traiçoeiros que um tigre faminto.
PS: A pergunta que não quer calar: por que funcionário público se veste tão mal?
17 março, 2009
Funcionalismo sem causa
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12 março, 2009
Bolsa burocrática
O ProUni (Programa Universidade para Todos), do Governo Federal, foi criado com o intuito de facilitar o acesso dos menos afortunados ao ensino superior. Seria uma ótima oportunidade se não fosse o grande mal que assola as ações do governo: a burocracia.
Eu, o mais novo bolsista do programa, senti na pele o peso dos encontros e desencontros burocráticos promovidos pelo Ministério da Educação (MEC). Listado entre os 5 selecionados na segunda chamada, minha saga começou com um gasto de R$ 2,50 em cópias de documentos para a comprovação da minha renda familiar e mais R$ 10,00 em passagens. Mal chego na universidade e já sou informado que a relação de documentos fornecida pelo MEC no site do ProUni estava errada. A correta era muito maior. Então, volto para casa já imaginando mais uma sessão de cópias (e mais R$ 8,50) para me atormentar.
Na semana seguinte, volto à universidade (mais R$ 10,00 em passagens). Chego às 9h e saio às 16h30. E antes de efetivar minha matrícula a funcionária me passa outra relação de cópias de documentos, fotos e boletim do ENEM (nada disso fora mencionado antes). E então, saio em busca de uma lan house (mais R$ 2,00) e local para tirar fotos (mais R$ 6,00) pelo centro velho de São Paulo. Aí sim, FINALMENTE, assino o contrato e vou embora feliz da vida (e R$ 39,00 mais pobre).
Todo o processo é tão burocrático e trabalhoso que só faz estimular os candidatos a omitirem informações para não serem recusados. Quem não conhece alguém que omitiu empregos ou familiares, ou que até incluiu pessoas para ratear ainda mais a renda familiar?
Por alguns poucos reais quase sou impedido de tentar a bolsa de estudos. De acordo com o MEC, uma família com 3 pessoas e renda de R$ 1.700,00, por exemplo, poderia arcar com mensalidades de R$ 1 mil (caso do meu curso). Aparentemente não levam em conta questões como contas, comida e dívidas. Aparentemente o ministério acredita que se você quer realmente fazer faculdade essas coisas se tornam supérfluas.
Por tudo isso, não me espanta a enorme quantidade de bolsas ociosas (cerca de 46 mil só no ano passado), e que só irá aumentar, transformando o ProUni no Fome Zero da educação.
Eu, o mais novo bolsista do programa, senti na pele o peso dos encontros e desencontros burocráticos promovidos pelo Ministério da Educação (MEC). Listado entre os 5 selecionados na segunda chamada, minha saga começou com um gasto de R$ 2,50 em cópias de documentos para a comprovação da minha renda familiar e mais R$ 10,00 em passagens. Mal chego na universidade e já sou informado que a relação de documentos fornecida pelo MEC no site do ProUni estava errada. A correta era muito maior. Então, volto para casa já imaginando mais uma sessão de cópias (e mais R$ 8,50) para me atormentar.
Na semana seguinte, volto à universidade (mais R$ 10,00 em passagens). Chego às 9h e saio às 16h30. E antes de efetivar minha matrícula a funcionária me passa outra relação de cópias de documentos, fotos e boletim do ENEM (nada disso fora mencionado antes). E então, saio em busca de uma lan house (mais R$ 2,00) e local para tirar fotos (mais R$ 6,00) pelo centro velho de São Paulo. Aí sim, FINALMENTE, assino o contrato e vou embora feliz da vida (e R$ 39,00 mais pobre).
Todo o processo é tão burocrático e trabalhoso que só faz estimular os candidatos a omitirem informações para não serem recusados. Quem não conhece alguém que omitiu empregos ou familiares, ou que até incluiu pessoas para ratear ainda mais a renda familiar?
Por alguns poucos reais quase sou impedido de tentar a bolsa de estudos. De acordo com o MEC, uma família com 3 pessoas e renda de R$ 1.700,00, por exemplo, poderia arcar com mensalidades de R$ 1 mil (caso do meu curso). Aparentemente não levam em conta questões como contas, comida e dívidas. Aparentemente o ministério acredita que se você quer realmente fazer faculdade essas coisas se tornam supérfluas.
Por tudo isso, não me espanta a enorme quantidade de bolsas ociosas (cerca de 46 mil só no ano passado), e que só irá aumentar, transformando o ProUni no Fome Zero da educação.
16 janeiro, 2009
Não use carro, UseBus!
Uma certa empresa de postos de combustível garante a seus clientes a tranqüilidade de abastecer seus carros e andar pelas cidades sem a culpa de estarem contribuindo para a poluição do planeta e o caos no trânsito. Você paga a conta com o "cartão verde" e a empresa planta árvores que neutralizam a emissão de CO2 do seu carro.
Se você é mais um que não acredita nessa idiotice do "marketing verde" e quer realmente fazer algo pelo meio ambiente e pela sua cidade eu darei uma sugestão muito melhor: UseBus.
A UseBus é um consórcio de empresas de fretamento da Grande São Paulo que se uniram para ajudar a diminuir o trânsito caótico de nossas cidades dando uma opção de qualidade e conforto para quem desejar deixar o carro na garagem. São 31 linhas com saídas de diversos locais ligando as cidades da Grande São Paulo à capital.
Além de poder tirar pelo menos 30 carros de circulação para cada ônibus, a UseBus ainda planta árvores para neutralizar a emissão de carbono de seus veículos. É realmente a maneira mais inteligente de ir e vir.
Se você é mais um que não acredita nessa idiotice do "marketing verde" e quer realmente fazer algo pelo meio ambiente e pela sua cidade eu darei uma sugestão muito melhor: UseBus.
A UseBus é um consórcio de empresas de fretamento da Grande São Paulo que se uniram para ajudar a diminuir o trânsito caótico de nossas cidades dando uma opção de qualidade e conforto para quem desejar deixar o carro na garagem. São 31 linhas com saídas de diversos locais ligando as cidades da Grande São Paulo à capital.
Além de poder tirar pelo menos 30 carros de circulação para cada ônibus, a UseBus ainda planta árvores para neutralizar a emissão de carbono de seus veículos. É realmente a maneira mais inteligente de ir e vir.
28 dezembro, 2008
Fé[de]
Zapeando pelos canais da TV aberta me deparei com um sujeito que, entre uma enxugada e outra de suor com sua toalhinha nojenta, gritava contra seus "opressores" e milhares de pessoas o aplaudindo, em meio a gritos de "Aleluia!" e "Em o nome do senhor...". Estou falando do mais novo macaco de circo evangélico que chegou à TV brasileira, o "bispo" Waldomiro Santiago (ex-Igreja Universal).
Seu programa de aberrações, que inclui desde "ex-aidéticos" até pessoas que voltaram da morte, é a mais nova praga que veio para destruir o bom senso e abocanhar mais uma fatia do dinheiro dos pobres sem esperanças.
Se auto-proclamando o "salvador do mundo" e "único que possui o poder de deus", Waldomiro Santiago tem a proeza de ser mais cara-de-pau que seus ex-colegas de gangue da Igreja Universal.
Maior que seu ego somente sua arrogância. Para se manter superior ele trata de uma forma tão estúpida as pessoas em seus programas que chega a causar raiva. Ele também não mede esforços para pedir dinheiro e faz questão de incentivar a revolta em seus seguidores contra os tais "opressores" que, de acordo com ele, "fazem de tudo para não permitir a obra de deus".
Isso tudo me lembra o filme "Fé Demais Não Cheira Bem" (Leap of Faith), com Steve Martin. Pela primeira vez em DVD, o filme conta a história de um vigarista que se passa por pastor evangélico, com direito a deficientes andando e pessoas milagrosamente sendo curadas de enfermidades. E quando muitos o acusam de charlatanismo ele revida dizendo que são pessoas que não acreditam nas obras de deus. É ou não é um filme com a cara do Brasil?
Seu programa de aberrações, que inclui desde "ex-aidéticos" até pessoas que voltaram da morte, é a mais nova praga que veio para destruir o bom senso e abocanhar mais uma fatia do dinheiro dos pobres sem esperanças.
Se auto-proclamando o "salvador do mundo" e "único que possui o poder de deus", Waldomiro Santiago tem a proeza de ser mais cara-de-pau que seus ex-colegas de gangue da Igreja Universal.
Maior que seu ego somente sua arrogância. Para se manter superior ele trata de uma forma tão estúpida as pessoas em seus programas que chega a causar raiva. Ele também não mede esforços para pedir dinheiro e faz questão de incentivar a revolta em seus seguidores contra os tais "opressores" que, de acordo com ele, "fazem de tudo para não permitir a obra de deus".
Isso tudo me lembra o filme "Fé Demais Não Cheira Bem" (Leap of Faith), com Steve Martin. Pela primeira vez em DVD, o filme conta a história de um vigarista que se passa por pastor evangélico, com direito a deficientes andando e pessoas milagrosamente sendo curadas de enfermidades. E quando muitos o acusam de charlatanismo ele revida dizendo que são pessoas que não acreditam nas obras de deus. É ou não é um filme com a cara do Brasil?
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01 dezembro, 2008
Desesperado com as donas-de-casa
Graças à magia do DVD me rendi aos encantos das donas-de-casa mais lindas e cativantes de todo o mundo. Estou falando de "Desperate Housewives", série de Marc Cherry, originalmente transmitida pela emissora americana ABC (a mesma de "Lost" e "Ugly Betty"), e que já está em sua quinta temporada por lá (aqui a quarta temporada é transmitida pelo canal Sony na TV paga). (continue lendo...)
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