16 março, 2008

1 segundo


Supondo que o planeta Terra tivesse 45 anos, do surgimento do ser-humano até os dias de hoje, seria o equivalente a 1 segundo.

Em 1 segundo conseguimos pôr em extinção milhares de animais. Em 1 segundo provocamos o aumento do aquecimento global. Em 1 segundo fizemos 2 guerras que colocaram em perigo toda nossa população. Em 1 segundo acabamos com nossas florestas e rios.

Temos que mudar de atitude, agir mais depressa para ao menos amenizar nossa desgraça. Pois não temos mais 1 segundo a perder...

14 março, 2008

Quando não é um, é outro...


Antes era a falta de experiência para conseguir estágio (???), agora o motivo para não me chamarem para vagas de emprego é a falta de curso universitário. E pode ter certeza de que quando eu estiver fazendo faculdade não conseguirei emprego porque não terei 10 anos de experiência.

Que culpa tenho se não tive dinheiro para comprar uma vaga na USP, ou para pagar mensalidade de "faculdades McDonald's" (uma em cada esquina), em que crianças de 8 anos passam no vestibular e fazem matrícula. Aliás, se daqui alguns anos eu tiver o poder de contratar e demitir, com certeza não pegarei ex-alunos dessas faculdades (principalmente da Unip). É inaceitável que diplomas feitos em escala sejam válidos nos dias de hoje, com o mercado cada vez mais competitivo. E é inaceitável cursos técnicos serem tão rejeitados pelas empresas. E se é para ser assim, que acabem logo com Senai e Senac!

E vamos lá de novo a mais um ano de cursinho... E dane-se emprego! Agora a meta é Prouni. Pelo menos nisso eu sei que me darei bem.

04 março, 2008

Mistureba bizarra



Pegue uma emissora ávida por audiência a qualquer custo. Junte um escritor de novelas sem a menor criatividade, sem a menor noção de roteiro e cara-de-pau a ponto de copiar descaradamente "Heroes" e "X-Men" (com seus mutantes) e "Lost" (ilha misteriosa, laboratório subterrâneo...). Agora contrate atores péssimos mas bonitos e bombados para ficarem descamisados. Pronto, você acaba de ver como foi possível existir "Caminhos do Coração", a novela completamente sem noção que a TV Record jura ser um grande feito da TV brasileira.

Com seus [de]efeitos mega especiais, "Caminhos do Coração", no ar desde agosto de 2007, é um primor da imbecilidade tupiniquim. Uma novela repleta de personagens simplórios, enredo e diálogos sofríveis e atores que, PELAMOR, só não são piores que os de novelas mexicanas (esses sim os reis do lixo televisivo).

Tem o minotauro apaixonado, a sereia mutante, o rapaz que corre como o vento, a menina que tem asas, alguns são vampiros, outros lobisomens (esses tudo por culpa do vírus "lobisômico"). Também temos Fafá de Belém cantando para seu marido não se transformar em lobisomem e Preta Gil jurando que um dia ganhará o Troféu Imprensa (ainda existe isso???). Isso tudo e mais um pouco misturado à busca de cada um pelo controle de seus "dons" seguindo os "caminhos do coração" (vira e mexe algum personagem solta uma fala desse tipo).

E seguindo a nova moda entre as novelas brasileiras "também somos GLS", não poderia faltar a bichinha da trama, dessa vez encarnado pelo péssimo ator Cláudio Heinrich. Mais estereótipo impossível.

Também tem o insuportável Taumaturgo Ferreira, que diz imitar o sotaque Paulista, mas que acaba nos ridicularizando e dando um tom mais irritante à novela.

Enfim, essa novela tem uma infinidade de bizarrices que eu levaria várias linhas para listar. Apenas assistindo para saber o quanto a qualidade da TV aberta brasileira cai vertiginosamente a cada novo programa, novela e mini-série.

Uma grande dica à TV Record: na próxima vez que quiserem fazer novelas desse nível, que pelo menos contratem um escritor especialista no assunto. Eu sugiro o André Vianco, autor de livros sobre vampiros e cia. Creio que ele seria infinitamente superior ao atual Tiago Santiago, que mais parece um poço de viagens sem noção e um grande papel carbono, copiando tudo o que vê por aí.

nNessas horas que eu penso: ô saudade da Maria...

17 fevereiro, 2008

Indigesto


Todos já conhecem "Super Size Me", documentário de Morgan Spurlock, altamente criticado por uns e amado por outros, que mostrou o lado "não-saudável" dos lanches do McDonald's (aliás, uma grande idiotice, afinal, qualquer um que passe 1 mês comendo apenas lanches VAI ter problemas graves de saúde). Mas em 2007 foi lançado um filme melhor ainda. Dessa vez sem a pretenção de apontar culpados e vítimas de um mal bilionário chamado fast food. E dessa vez a empresa retratada é fictícia. Mickey's e seu carro-chefe, o lanche amado por todos: o "Grandão".

Aliás, o nome "Mickey's vem de "Mickey D", como os americanos carinhosamente chamam o McDonald's.

Baseado no livro de mesmo nome, do escritor eric schlosser, "Nação Fast Food", de Richard Linklater, mostra como é por trás das grandes redes, como funciona a estrutura do alimento processado. Um mundo de corrupção, ilegalidade e contaminação.

Mas uma das coisas que eu mais gostei nesse filme foi como ele mostra pessoas e situações reais, nada forçado como em "Super Size Me". Pessoas normais, tendo vidas normais, e como cada um faz sua parte na grande máquina do fast food. E assim, "Nação Fast Food" nos deixa uma mensagem simples e direta: todos somos culpados. Todos somos vítimas. Cabe a cada um de nós fazer alguma coisa.

06 fevereiro, 2008

Pequeno "erro administrativo"


Querida Matilde, a partir do momento em que você gasta mais de R$ 170 mil com dinheiro público deixa de ser reconhecida por ser branca, preta ou amarela, e passa a ser simplesmente uma CARA DE PAU!

Se achar no direito de roubar dinheiro público e chamar de "preconceito" as acusações que sofreu por esse ato é um desrespeito ao seu próprio povo que você tanto defende.

Aliás, será que você fez isso como uma forma de protesto contra a escravidão sofrida por seu povo? Claro, você precisa dar uma lição nesses brancos capitalistas e mostrar que com negros como a senhora não se mexe, né?
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