
No caderno "Ilustrada" da Folha de São Paulo do dia 12 de julho saiu uma reportagem sobre o sumiço dos telespectadores de filmes nacionais.
Bom, levando-se em conta a qualidade extremamente duvidosa dos filmes nacionais, não é de se espantar que as pessoas não queiram mais gastar R$ 20,00 no ingresso para assisti-los.
Para alguns, a desculpa é de que a classe média não tem mais dinheiro para ir ao cinema. A prova disso seria o vexame dos últimos filmes do Didi (?) e da Xuxa (?!).
Ahn... sem comentários.
Se isso for verdade, qual o motivo então dos recordes de bilheteria de filmes estrangeiros?
De acordo com alguns cineastas e demais profissionais da área, o grande investimento em propaganda de Hollywood faz a grande diferença. Mas, e os anúncios exaustivos durante toda a programação da TV Globo, emissora que alcança quase 100% da população brasileira, e mais os demais meios de comunicação que são usados, igual tal Hollywood? Enfim, não há muita diferença na divulgação.
Outra desculpa é de que as produtoras estão sem dinheiro. A Globo Filmes não investe nada em filmes, né? Aliás, se você prestar bem atenção verá que mais da metade dos filmes nacionais é dela. Talvez seja esse o problema...
Mas no meio de todos esses anti-americanos-pseudo-nacionalistas-fervorosos-metidos a coitadinhos, uma alma, Paulo Morelli, cineasta responsável pelo filme "Cidade dos Homens", que foi lançado em agosto, tem o melhor pensamento de todos (o mesmo que o meu): o cinema brasileiro não dá certo porque tenta fazer três tipos de cinema. O metido a arte, aquele que ninguém vai assistir por ser totalmente fora do contexto cotidiano de uma mente habituada ao "normal". E porque isso? Ora... é arte! Dane-se você!
O outro tipo é aquele mais usado, que eu chamo carinhosamente de "novela na tela grande". Programas de TV e novelas literalmente transpostas para as telas. Sem deixar de faltar as cenas de sexo e nudez gratuitas e outras várias babaquices comuns à "criatividade" brasileira.
O terceiro tipo é o cinema bom. O caminho do meio. A salvação de todos nós. A distância da Globo Filmes e derivados. Exemplos? Ahn... nenhum agora. Não tenho tempo para pensar. Vai demorar até lembrar de um. Ou até alguém produzir um...